terça-feira, 23 de agosto de 2016

Vídeos de Temple Grandin ajudam a entender melhor o pensamento das pessoas com autismo.


"Esta norte-americana, hoje uma jovem senhora com 68 anos, foi diagnosticada com autismo na década de 50. Ao longo de sua fantástica trajetória de vida, Temple Grandin escreveu livros, inspirou filmes e tem figurado como uma importante porta-voz sobre o autismo no mundo."





"Temple Grandin foi capaz de superar as suas dificuldades para tornar-se uma das mais bem sucedidas profissionais no universo das pessoas com características do espectro do autismo nos EUA. Ela não só dedicou parte de sua vida a disseminar informações e novas ideias sobre o autismo, mas também tornou-se PhD em Zootecnia, sendo considerada uma das mais célebres e revolucionárias Zootecnistas no segmento de manejo agropecuário – Temple Grandin implantou novas práticas no manejo do gado, por exemplo, a partir das observações que ela fez sobre o comportamento e a percepção espacial que estes animais têm em relação ao meio que os circunda.
Temple Grandin já foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes no mundo, segundo a revista americana Times, e continua em atividade: ela lançou recentemente o livro "O Cérebro Autista" e mantém atualizado um rico e detalhado site (na Língua Inglesa) sobre sua história, suas crenças e suas colaborações para a melhoria na qualidade de vida das pessoas com autismo.
Nos dois vídeos abaixo (legendados na Língua Portuguesa) Temple Grandin oferece um relato emocionante sobre a sua vida e a sua carreira.
Os vídeos ajudam a compreender as diferentes formas de pensamento existentes (e a entender como todas essas formas de pensamento são importantes para a nossa sociedade), além de chamar a atenção de pais, professores e profissionais para a necessidade de aproveitar os interesses e motivações das pessoas com autismo para construir interações e auxiliá-las a desenvolver as suas habilidades e a alcançar todas as suas potencialidades."

Parte 1






Parte 2





Veja o artigo completo aqui.


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Autismo começa antes do nascimento.






"A análise do cérebro de crianças mortas pode ter dado uma importante pista sobre a causa do autismo. Cientistas americanos encontraram padrões anormais de crescimento celular em autistas, e reforçaram as evidências de que o problema começa antes do nascimento, pelo menos em alguns casos.

O estudo, publicado na revista “New England Journal of Medicine”, foi realizado por uma equipa formada por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, e do Instituto Allen para a Ciência do Cérebro, em Seattle. Eles afirmam que o resultado pode ajudar a melhorar a compreensão do cérebro de autistas, abrindo caminho para a identificação precoce e novas técnicas de tratamento."



Veja o artigo aqui.



sexta-feira, 19 de agosto de 2016

8 coisas que uma criança não deve saber.




"Inteligentes e engraçadas, as crianças pequenas são uma caixinha de surpresas e aprendem e ouvem tudo o que as rodeia mais depressa do que imaginamos. Porém, nem toda essa informação é segura nas suas mãos, porque sabemos que as crianças repetem tudo o que ouvem e isso pode mesmo desencadear problemas para ela e para a sua família. Saiba o que não deve contar a uma criança – a ideia não é esconder, mas antes prevenir.
  1. Números de cartões. Seja o bilhete de identidade, cartão de contribuinte ou de Segurança Social, uma criança não deve saber os números correspondentes a este tipo de cartões. Aliás, nem deve ter acesso aos documentos pessoais dos pais.
  2. Códigos pessoais. O mesmo aplica-se a códigos pessoais relativos a telemóveis, contas bancárias ou de acesso a cofres. Mesmo que tenha escolhido a data de nascimento da criança como o seu código pessoal, este é o tipo de informação que não se dá a uma criança.
  3. Esconderijos domésticos. Todos nós temos locais secretos em casa onde guardamos papéis importantes, chaves suplentes, dinheiro vivo, jóias ou outros objetos de valor – precisamente por serem secretos é que não devemos revelar estas localizações aos mais pequenos. Se a criança der com algum destes locais, mude os objetos imediatamente para outro local.
  4. Armas em casa. Se tem uma arma licenciada em casa – seja por que motivo for – a criança não deve saber nem da sua existência, nem do local onde é guardada. Este é definitivamente o tipo de informação que não quer que a pequenada ande a espalhar pela escola ou outro local público qualquer.
  5. Objetos adultos. Se tiver em casa sex toys, filmes, revistas ou livros eróticos não pense que estes possam estar a salvo de mãos e olhos curiosos só porque estão “escondidos” na mesa-de-cabeceira do quarto do casal. Este tipo de objetos podem gerar confusão na cabeça das crianças mais pequenas e, por isso mesmo, o melhor é estarem guardados numa caixa fechada à chave ou num local ao qual a criança dificilmente tem acesso.
  6. Computador seguro. As crianças adoram mexer em computadores – aliás, gostam de mexer em tudo aquilo que seja dos adultos – e todos sabemos a quantidade de informação que guardamos nos PCs atualmente. Nas mãos de uma criança, é muito fácil que se percam dados importantes, por isso, equipe o computador com uma chave de segurança conhecida apenas por si… assim, evitará também o acesso à Internet sem um adulto estar presente.
  7. Património familiar. É crucial que a criança não saiba quanto “vale” a sua família, uma vez que este tipo de informação pode ser aliciante para raptores ou outras pessoas mal-intencionadas. É muito comum as crianças perguntarem “somos ricos?” e os adultos devem limitar-se a responder: “não, estamos bem” ou então “não temos razão de queixa”.
  8. Horários familiares. Evite delinear todos os detalhes dos horários familiares às crianças, ou seja, se ninguém está em casa durante todo o dia, as crianças não precisam de saber. Horários detalhados são dados que uma criança pode fornecer a outra pessoa sem querer e que podem ser utilizados por assaltantes, por exemplo. O mesmo aplica-se a fins de semana ou férias passadas fora de casa: nunca diga à criança datas e horas de partida ou de chegada."

Veja o artigo aqui.


10 coisas que uma criança deve saber.





"Existem muitas pequenas lições para a vida que os adultos devem fazer questão de ensinar às crianças, mesmo às mais novas. Quanto mais cedo aprenderem o que podem ou devem fazer em determinada situação, melhor. Afinal de contas, a prevenção é o melhor remédio.

  1. Número de emergência. Todas as crianças devem saber e memorizar qual o número de emergência a ligar no caso de se perderem, de uma acidente ou incêndio em casa. No entanto, também lhes deve ser explicado que este número de telefone é para ser utilizado em casos de emergência apenas.
  2. Perdi-me! Ensine às crianças que no caso de se perderem dos pais, não devem abandonar o local onde se encontram, nem devem ir com pessoas estranhas. Se um estranho quiser ajudar, diga às crianças que peçam que a ajuda seja levada até elas, uma vez que foram ensinadas a não sair do lugar em que estão. Caso contrário, devem aguardar o aparecimento dos pais ou de uma autoridade, como a polícia ou um segurança. 
  3. Não falar com estranhos. Explique à pequenada que não têm de falar com estranhos e que isso não é ser mal criado. As crianças devem saber que um adulto não vai perguntar a um miúdo direções ou as horas e que podem perfeitamente responder “não sei” ou “não lhe posso ajudar” em circunstâncias como estas. Para além disso, um estranho acompanhado de crianças não deixa de ser um estranho. Se a pessoa estranha insistir, a criança deve procurar um dos pais ou um adulto conhecido.
  4. No caso de fogo. No caso de se encontrarem numa situação de fogo, ensine à criança um procedimento básico: parar, deitar-se no chão e rebolar no sentido da saída mais próxima. Para casos como estes, também o conhecimento dos números de emergência é extremamente importante.
  5. Não fazer festas a animais desconhecidos. As crianças adoram animais e não têm problema nenhum em fazer festas em todos eles, no entanto, nunca sabemos como é que um animal pode reagir ao toque de um desconhecido, por isso, mais vale não tocar.
  6. Não é não. Quanto mais cedo ensinar às crianças que quando os pais ou outro adulto de confiança diz “não” isso significa mesmo que “não” e que, de facto, não adianta choros ou birras para alterar essa resposta. Dizer que “não” impõe limites e ensina valores valiosos como respeito e paciência.
  7. Objetos estranhos. As crianças são seres curiosos por natureza e tocam em tudo o que puderem para satisfazer essa curiosidade, no entanto, isso nem sempre é uma boa ideia, podendo mesmo ser prejudicial aos mais pequenos. Quando se depararem com objetos estranhos, ensine a pequenada a fazer 3 coisas: não mexer, abandonar o local, informar um adulto de confiança.
  8. Divórcio. Uma separação ou divórcio entre pais vai afetar profundamente qualquer criança e não deve ser um assunto “escondido” da mesma, com receio de a fazer sofrer ainda mais. Embora a criança não precise de saber todos os detalhes da separação, precisa de ser informada sobre o que vai acontecer e porquê. É igualmente importante que a criança saiba que ela não tem absolutamente nada a ver com a decisão dos pais. Saiba que mesmo tentando esconder a situação, a criança irá perceber o ambiente dentro de casa e irá preocupar-se com algo que não percebe, sendo que normalmente deita sempre as culpas para si. 
  9. As suas origens. Quer a criança seja adotada ou não conheça o pai ou a mãe, ela precisa de saber quais são as suas origens e quem foram ou são esses pais que já não se encontram presentes. A mentira e a omissão não são os melhores caminhos nestes casos, mas sim a honestidade, sempre dentro dos limites de compreensão da criança e da sua respetiva idade. 
  10. Dramas familiares. Tal como um divórcio ou separação, também outros dramas familiares precisam de ser adequadamente explicados às crianças e não omitidos. No caso, por exemplo, do desemprego de um dos pais, da contração de uma doença ou de uma morte na família, é necessário informar a criança de uma forma que ela perceba, que não causa pânico ou sentimentos de culpa. A criança irá descobrir mais tarde ou mais cedo, por isso, compensa informá-la desde o primeiro momento."

Veja o artigo aqui.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Desenvolvimento típico de uma criança com 2 anos.





"Ao completar o segundo ano de vida, o bebé passa a ser uma criança que já caminha, corre e fala. A exploração dos limites e regras estabelecidos pelos pais e pelas suas próprias limitações em termos físicos, emocionais e cognitivos vai ocupar grande parte do tempo da criança, que está agora cada vez mais à descoberta do mundo!

Aos 2 anos, as crianças sentem-se muito mais confiantes nas suas capacidades físicas, mas ainda não compreendem bem os seus limites. Algumas serão tímidas e cautelosas, mas a maioria gosta de arriscar e aventura-se. Nesta idade, as crianças adoram correr (muitas vezes na direção oposta do adulto!), baloiçar, subir ou trepar objetos, e brincar com brinquedos que possam empurrar com as mãos ou pés (pois ainda não conseguem usar pedais), pelo que as colisões e quedas são comuns. É importante supervisioná-las e não as deixar correr muito longe ou subir demasiado alto sem as chamar à atenção. Nesta idade, o adulto pode ajudar as crianças a desenvolver as suas capacidades, proporcionando um local seguro para as brincadeiras e consequente aprendizagem."

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A esquizofrenia na infância: Como detetar a esquizofrenia nas crianças.



"A esquizofrenia é uma enfermidade médica que causa pensamentos e sentimentos estranhos e um comportamento pouco usual. É uma enfermidade psiquiátrica pouco comum em crianças, e é muito difícil ser reconhecida em suas primeiras etapas. O comportamento de crianças e adolescentes com esquizofrenia pode diferir dos adultos com a mesma enfermidade.
É uma desordem cerebral que deteriora a capacidade das pessoas para pensar, dominar suas emoções, tomar decisões e relacionar-se com os demais. É uma enfermidade crónica e complexa que não afeta por igual a quem sofre dela.
As esquizofrenias que aparecem antes dos 5 anos, têm traços extremamente comuns ao autismo, e somente com uma evolução posterior, com o aparecimento de sintomas psicóticos, propriamente ditos, permitirá um diagnóstico certo. Antes dos 3 anos, o diagnóstico diferencial é muito improvável.
É praticamente impossível distinguir uma esquizofrenia de um autismo. Somente ficará esclarecido com o passar do tempo. A partir dos 5 anos o diagnóstico diferencial vai-se esclarecendo com a presença de sintomas psicóticos (alucinações, delírios) na esquizofrenia.
Mas pode-se notar alguns sinais de alerta nas crianças com esquizofrenia. O comportamento de uma criança pode mudar lentamente com o passar do tempo. Por exemplo, as crianças que desfrutavam, relacionando-se com outros, podem começar a ficar tímidas e retraídas, com se vivessem em seu próprio mundo. Às vezes começam a falar de medos e ideias estranhas. Podem começar a ficar obstinados pelos pais e a dizer coisas que não fazem muito sentido. Os professores podem ser os primeiros a perceberem esses problemas."
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Limites à aprendizagem.






A importância de brincar sem brinquedo.


As crianças podem e devem transformar qualquer objeto em brincadeira para estimular a criatividade, a imaginação e capacidade de construir.






"Um foguete, uma varinha mágica, um trem ou qualquer tipo de animal estão entre as muitas formas que um simples graveto pode tomar pela criatividade e imaginação (principalmente) das crianças. O exercício é importante para o desenvolvimento e para a construção autoral dos pequenos e, ter esta consciência, ajuda os adultos a garantir que haja momentos livres de brinquedos prontos."

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