Devemos obrigar as crianças a comer? Os especialistas respondem.
Quem tem fome e alimentos à frente, alimenta-se, diz Mário Cordeiro. O resto, é uma questão de educação: não usar a comida como recompensas, nem ter alimentos alternativos na despensa ou frigorífico.
Quer saber porquê e o que fazer para que o seu filho aprenda a ser mais saudável, porque na verdade tudo passa por aprender e educar? Então vamos dar a palavra a quem sabe. O pediatra Mário Cordeiro, membro da Sociedade Portuguesa de Pediatria e autor dos livros de sucesso “O Grande Livro do Bebé” e “Educar com Amor”, responde assertivamente que não devemos obrigar as crianças a comer, relembrando que o essencial é educá-las também nos hábitos alimentares.
ESTÁ NA HORA DE DEIXAR A FRALDA?

Está na hora do meu filho deixar a fralda?
Quando e como lhe vamos retirar a fralda?
Ele já tem idade para deixar a fralda?
Será a altura certa?
Deverei força-lo a ir à casa de banho?
Estas são algumas das questões que os pais colocam com frequência aos profissionais de saúde, quando a criança começa a andar e a falar…
Para dar resposta a estas questões é necessário termos em consideração a fase de desenvolvimento em que a criança se encontra e como tem sido o seu desenvolvimento motor e emocional ao longo desse tempo. Segundo Brazelton, pediatra e autor de vários livros de desenvolvimento infantil, a criança tem que estar preparada para este momento (nunca antes dos dois anos) e os pais devem conhecer os sinais de que ela está apta para iniciar este processo.
Aqui ficam DICAS PARA AJUDAR O SEU FILHO A DEIXAR A FRALDA.

A INFLUÊNCIA DOS ELOGIOS NO DESEMPENHO DAS CRIANÇAS
Os pais, regra geral têm tendência a elogiar os filhos pelos seus feitos. Tudo começa quando eles são bem pequeninos, e fazem cocó sozinhos (sem bebé gel) aos 3 dias de gente: “Espectacular, conseguiu logo, vê-se que é uma criança determinada”.
Pronto! Começou a asneirada.
Há elogios positivos, que reforçam a auto-estima dos miúdos, fazendo com que queiram continuar a tentar realizar tarefas. Há outros que são ocos, frívolos e apenas afagam o ego dos pais que muitas vezes não despendem o tempo que queriam com os seus filhos, e elogiam-nos constantemente para reforçar algo que não sabem bem o que é. Eu faço-o às vezes. E no momento sinto-me bem, mas sei que a longo prazo estou a fazer-lhes mal!
Veja este artigo completo.

10 perguntas que os pais devem fazer ao pediatra

A ida ao pediatra é um momento que todos os pais podem e devem aproveitar para esclarecer as dúvidas que existem sempre em relação à saúde e ao desenvolvimento dos seus filhos. Faça a lista, reveja e verifique se lá constam estas 10 perguntas que mãe e pai devem colocar sempre que forem à consulta de pediatria. Lembre-se: não existem perguntas proibidas entre pais e pediatras, existem apenas perguntas que não podem ser esquecidas.

Estamos a criar crianças totós, de uma imaturidade inacreditável.
Carlos Neto é professor e investigador da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), em Lisboa. Trabalha com crianças há mais de quarenta anos e há uma coisa que o preocupa: o sedentarismo, a falta de autonomia dada pelos pais às crianças e a ausência de tempo para elas brincarem livremente, correndo riscos e tendo aventuras. É um problema que tem de ser combatido, diz. Porque a ausência de risco na infância e o facto de se dar “tudo pronto” aos filhos, cada vez mais superprotegidos pelos pais, acaba por pô-los em perigo. Soluções? Uma delas passa por “deixar de usar a linguagem terrorista de dizer não a tudo: não subas, olha que cais, não vás por aí…”.
Quanto mais recreio, mais atenção nas aulas. Quanto menos liberdade para brincar, maior o risco de acidentes. Carlos Neto, professor da FMH, explica, aqui, por que tem de ser travado o "terrorismo do não".

Trate os seus filhos com cuidado porque são feitos de sonhos.
A infância tem o seu próprio ritmo, a sua própria maneira de sentir, ver e pensar. Poucas pretensões podem ser tão erradas como tentar substituí-la pela forma como nos sentimos, vemos ou pensamos, porque as crianças nunca serão cópias dos seus pais. As crianças são filhas do mundo e são feitas de sonhos, esperanças e ilusões que se acumulam nas suas mentes livres e privilegiadas.
Há alguns meses saiu uma notícia que nos desconcerta e nos convida a refletir. No Reino Unido, muitas famílias preparam as suas crianças de 5 anos para que aos 6 possam fazer um teste, que lhes permite ter acesso às melhores escolas. Um suposto “futuro promissor” pode causar a perda da infância.
Hoje em dia, muitos pais continuam com a ideia de “acelerar” as habilidades de seus filhos, de estimulá-los cognitivamente, colocá-los para dormir ao som de Mozart enquanto ainda estão no útero. Pode ser que essa necessidade de criar filhos aptos para o mundo esteja a educar filhos aptos apenas para si mesmos. Criaturas que com apenas 5 ou 6 anos sofrem o stress de um adulto.
Vale a pena ler o texto completo aqui.





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